Tiradentes e a dissolução do herói

Hoje é dia de Tiradentes, esse grande herói nacional inventado pela República positivista, militarista, nascida do golpe, empunhando palavras de ordem e progresso, o Estado messias que matou Antônio Conselheiro criou seu profeta. Tiradentes foi tão líder da Inconfidência, quanto Rafael Braga foi líder dos protestos de Junho de 2013. Em um movimento amorfo é…

Pelo direto às ruas

Não há democracia se apenas um lado pode se manifestar no espaço público. Há pouco mais de 11 anos participei de meu primeiro protesto, tinha acabado de entrar na UFRN e segurava uma faixa em uma manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, quando um senhor, após me xingar bastante,  avançou o carro em…

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Danço a dança da escrita, es(qu)crev(c)endo, não lembro o que ia falar, meus dedos livres nas teclas quadradas dessa noite sem fim, desse tédio imenso, dessa vida sem graça, nesse mundo tão cinza. Sambam os dedos na luz dessa tela, o toque da tecla, o som do teclado, o mesmo marasmo, a mesma vidinha, solidão…

Por uma identidade natalense para além do turismo

Como divulgado recentemente pela imprensa, Natal foi eleita por um dos maiores sites de viagem do país como o segundo maior destino turístico do Brasil, ficando atrás apenas do Rio, cidade olímpica e maravilhosa. Desbancando outras capitais nordestinas com forte tradição turística, como Fortaleza e Salvador. Natal é beneficiada em relação às outras capitais nordestinas…

“Pouca saúde, muita saúva, os males do Brasil são”

O Jeca acordou em 2013, extra, extra! Dormiu em seguida, como na década de 20, na de 60, regionalismo, modernismo, tropicalismo, #vempraruismo, acorda e dorme numa ditadura. Macunaíma quer falar, mas que preguiça, em meio a tantos gritos, discursos e ódios, faltam-lhe palavras, sobra silêncio, pede ao New York Times, The Guardian, Pero Vaz de Caminha.…

Mendigo em mim

A solidão barulhenta das paradas de ônibus, espera melancólica. Meu olhar se estende pela avenida, assim posso ver com certa antecedência o ônibus atrasado. Essa cena me transporta para o passado, na espera, sentado, como sempre atrasado, para a aula, o colégio, que inferno. Lá vem, logo dois da mesma linha, isso justifica a demora.…